A ESTRATÉGIA DO TABULEIRO: POR QUE A AUSÊNCIA DE LULA NO DEBATE DA GLOBO É UM ACERTO POLÍTICO
Como um movimento calculado de preservação eleitoral, o não
comparecimento do ex-presidente neutraliza a tática de ataque coordenado dos
adversários e repete manobras históricas que blindaram líderes nas urnas.
Esse tipo de debate no primeiro turno, com toda
essa renca de candidatos de viés autoritário e neoliberal, crias da elite
antidemocrática e rabugenta, tem como adversário apenas o Lula. Uma grande
arapuca! Até os esquimós do Polo Norte sabem que a Rede Globo trata Lula como
inimigo a ser abatido. Uma grande armação!
Eles marchariam todos unidos contra Lula. As
perguntas entre os candidatos seriam taticamente articuladas, ataques
sucessivos e sistemáticos e blindando-se mutuamente, como em uma guerra: um
atira e dá dois passos; os outros, atrás, dão cobertura e atiram em seguida.
Depois, os que estavam à frente retornam e ocupam novamente a posição de tiro.
O Lula seria o alvo perfeito para esse tipo de emboscada.
A história eleitoral brasileira demonstra que a
ausência de candidatos líderes em debates raramente altera os rumos das
pesquisas de forma negativa.
Na maioria dos casos, faltar aos estúdios de TV funcionou como uma ferramenta eficaz de preservação política para quem já liderava com folga, servindo para "congelar" o cenário eleitoral e evitar o desgaste de ataques coordenados.
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